terça-feira, 18 de junho de 2013

PRAÇA SÃO FRANCISCO PODE PERDER TITULO DE PATRIMONIO DA HUMANIDADE!

ELEITA PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE, SÃO CRISTÓVÃO AMEAÇADA DE PERDER TÍTULO

Sujeira, animais pastando, ônibus e tratores circulando, iluminação sem manutenção e vandalismo são alguns dos problemas apontados. Esse é o atual retrato da Praça São Francisco. Uma demonstração total de omissão da prefeitura com a preservação do bem público.
O descaso para com a Praça Patrimônio da Humanidade desrespeita um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado com o Ministério Público do Estado, em 1º de setembro de 2010, em que a Prefeitura de São Cristóvão se compromete a preservar a praça, impedindo a circulação de veículos no referido espaço público. À época, o documento foi assinado pelo promotor Augusto Cesar Leite e pelos representantes da Superintendência Municipal de e Transportes e Trânsito – SMTT e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
No TAC, o Município de São Cristóvão se compromete a proibir o tráfego no local e a executar, no prazo de 60 dias, obras que vise o bloqueio do tráfego de veículos, obedecendo, inclusive, os termos do projeto apresentado pelo Monumenta (Programa de Recuperação do Patrimônio Cultural Urbano Brasileiro do Ministério da Cultura) e aprovado pelo IPHAN. Ficou acordado ainda que a SMTT colocará permanentemente um agente de trânsito na Praça São Francisco, com o intuito de efetivar o controle e fiscalização dos veículos que por ali circulem.
A Praça
Localizada na parte alta da cidade, a Praça, que tem mais de 400 anos, abriga grandes construções dos séculos XVI e XVII. Entre elas, estão o Convento e a Igreja de São Francisco, o Museu de Arte Sacra (antiga Capela da Ordem Terceira), a Santa Casa, a Igreja de Misericórdia e o Palácio Provincial, além de casarios antigos. Vale lembrar que também está localizado na Praça São Francisco, o Museu Histórico de Sergipe que recentemente completou 50 anos de existência e conta, através do seu acervo, com grande parte da história do povo sergipano.
A Unesco endossa a relevância histórica das edificações da cidade de São Cristóvão, mas ao mesmo tempo nos alerta para a nossa responsabilidade de conservar esse patrimônio e apresentá-lo da melhor forma aos turistas de hoje, mas com o cuidado de conservá-lo para as futuras gerações.
 “O título traz enormes benefícios não só para a cidade de São Cristóvão, mas para todo o Estado de Sergipe. Ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade inclui o Estado e o Município no roteiro turístico internacional. Porém, vale lembrar que conquistar tal mérito gera grande responsabilidade por parte de todos os envolvidos. A cidade de São Cristóvão se torna, a partir de agora, na capital cultural de Sergipe, a exemplo de Olinda, em Pernambuco, que tem uma movimentação turística independente de Recife. Além disso, sabemos que temos de cuidar do meio ambiente e da conservação do patrimônio público com unhas e dentes. Ao contrário, a Unesco poderá tirar o título, já alertava o historiador Thiago Fragata, na época em que o título estava em debate na imprensa.
A Unesco aceitou a candidatura da Praça São Francisco em março de 2007 e para que a decisão fosse tomada no domingo, dia 1º de agosto de 2010, durante a 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em Brasília. A entidade fez um trabalho intenso e minucioso, analisando as potencialidades da edificação, assim como as condições para o local se tornar um patrimônio da humanidade.
Conforme o Ministério da Cultura, a Praça é a 18ª localidade brasileira a figurar entre os patrimônios mundiais da Unesco. Além da Praça São Francisco, em São Cristóvão, são também patrimônios da humanidade no Brasil as seguintes localidades: Centro Histórico de Salvador, na Bahia; Centro Histórico de São Luis, no Maranhão; Centros Históricos de Diamantina e Ouro Preto, em Minas Gerais, além do Parque Nacional Iguaçu, e a Ilha de Fernando de Noronha, entre outros.
Superintendência Regional do IPHAN
A Superintendente do IPHAN, em Sergipe, Terezinha Oliva, foi ouvida por nossa reportagem e afirmou que permanentemente está mantendo contato com a prefeita Rivanda Farias sobre os cuidados que a prefeitura precisa ter com o patrimônio histórico. Ela disse ainda que mantém um escritório do IPHAN aberto na Praça São Francisco, de segunda à sexta-feira.
Falta de Segurança
O advogado João Garcez, morador do Centro Histórico, chama a atenção para a insegurança pública na Praça São Francisco. Segundo o jurista, os turistas correm risco de assalto.
“A praça não oferece segurança aos visitantes, além dos prédios públicos que estão entregue a própria sorte. No sábado, dia 15 de junho, por volta das 22h, a Casa do Folclore e a Biblioteca foram arrombadas. O povo tá com medo. Os turistas e moradores que forem à praça correm risco de serem assaltados. Infelizmente o poder público abandonou a Praça São Francisco”, conclui João Garcez.
Por: Redação do SE notícias

Fonte:Faxaju.com.br

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