terça-feira, 23 de julho de 2013

Alunas aprovadas irregularmente foram denunciadas

Alunas aprovadas irregularmente foram denunciadas
No entendimento do Sintese, alguém promoveu as alunas
A escola José Alencar Cardoso fica no conjunto Bugio (Foto: Portal Infonet)
Chegou ao conhecimento do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Sergipe (Sintese) uma denúncia de irregularidades envolvendo a Escola Estadual José Alencar Cardoso, situado no conjunto Bugio. A denúncia se refere a supostas alterações nos diários de classe de docentes, a fim de beneficiar alunas da unidade.
As supostas irregularidades foram detectadas nos diários de classe das professoras de matemática e geografia no final de 2012, com o intuito de beneficiar duas alunas. Embora reprovadas no diário de classe na Escola José Alencar Cardoso, nas disciplinas referidas, elas estariam estudando a serie subsequente no Colégio Estadual Francisco Rosa.
A equipe do Portal Infonet conversou com a presidente do Sintese, Ângela Melo que informou que a denúncia chegou a conhecimento do Sindicato em junho deste ano. “As estudantes eram da Alencar Cardoso, no final do ano verificou-se que elas não tinham condições de serem promovidas, elas solicitaram transferência para a outra escola da comunidade e coincidentemente, quando as professoras chegaram, se depararam com as alunas em uma turma superior a que elas deveriam estar. É um absurdo, porque primeiro o professor tem que ser respeitado, ele tem autonomia. Segundo, é crime burlar a caderneta do professor. Segundo a denúncia, o fato aconteceu no final de 2012 para 2013, mas nós só tomamos conhecimento agora.”, garante Angela.
Agela Melo diz que a denúncia deve ser apurada
No entendimento da sindicalista, alguém da escola promoveu as alunas quando foi dada a transferência das alunas para uma outra instituição. “Pela denúncia houve uma fraude, as notas foram fraudadas para que as estudantes tivessem a promoção. Se a denúncia tem procedência, nós achamos muito grave e por quê? Lógico que todo professor quer que o seu aluno seja promovido, que ele passe de uma serie para outra. Mas caso se verifique que aquele estudante não tem condições de passar de uma série para outra, ele tem que permanecer na mesma e a escola precisa respeitar”, afirma.
Tão logo tomou conhecimento da denúncia, o Sintese, atraves da presidente Angela Melo, encaminhou ofícios à Secretaria de Estado da Educação (Seed) e ao Ministério Público Estadual (MPE) para que eles tomem ciência do fato. E caso se confirme a denúncia, que as providências sejam tomadas. “Toda a denúncia que recebemos, nós solicitamos averiguação. A escola  possui o mecanismo de avaliação, a gente pode discutir a forma, os métodos de avaliar, mas a avaliação sendo feita, quem tem que contestar é o estudante e a sua família, mas não houve a contestação, as alunas foram reprovadas e elas foram promovidas”, entende.
MPE
O diretor da escola Roque Hudson se defende das acusações
O promotor de Justiça da promotoria da educação do MPE, Fausto Valois, informou que já foi encaminhou um ofício junto a Secretaria de Estado da Educação (SEED) requisitando a instauração de uma sindicância para apurar o fato. Também foi solicitado informações e registros de documentos.
Direção Escolar
A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o diretor da Escola José Alencar, Roque Hudson Ribeiro Santos, que esclareceu que o conselho de classe realizou uma avaliação para as meninas.
“As meninas acho que não tinham feito à avaliação final. Assim, o conselho se reuniu e fez uma avaliação com elas. Como não tinham feito a avaliação final, elas ficaram reprovadas e as mesmas têm o direito a fazer. Só tem direito a fazer quando você fica em três componentes curriculares, elas ficaram só em uma e não tinham feito. O conselho de classe quando funciona é com todas as instituições, o estadual também, como a gente só tem no momento participando do conselho comunitário com a equipe de coordenação de ensino pra fazer uma nova avaliação, foram feita e pronto. Uma vai continuar estudando com a gente no 8º ano e a outra pediu remoção porque os pais foram pra outro bairro”, diz.
Por Aisla Vasconcelos

Fonte:Infonet.com.br

Nenhum comentário: