segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Assasinato na UFS Campos São Cristovão

Homem mata ex-companheira dentro da UFS
Crime aconteceu no Restaurante Universitário esta manhã
Ex-presidiário desferiu vários golpes de faca e depois tentou se matar (Fotos: Aldaci de Souza/Portal Infonet)
Vários golpes de faca [a polícia contou 11], foram suficientes para tirar a vida de Danielle Bispo dos Santos, 28, por volta das 10h30 da manhã desta segunda-feira, 19, dentro do Restaurante do Campus da Universidade Federal de Sergipe. Ela foi assassinada pelo ex-companheiro Cleiton Ramos, o ex-presidiário que alegou traição, como motivo do crime.
“Minha filha morou com ele por três meses e eu vinha aconselhando ela que se separasse, mas ele estava ameaçando demais. Hoje ela prestou uma queixa contra ele, mas foi tarde demais. Eu não queria estar aqui agora para ver a minha filha morta. Ela vivia me dizendo que aqui não tem segurança e que ela já estava com medo de ele aparecer”, lamenta Gerusa Oliveira em lágrimas, acrescentando que desde que se separou a filha voltou a residir com ela no conjunto Marcos Freire III, em Nossa Senhora do Socorro.
Momento em que era levado para a delegacia
“Eu trabalhava com Danielle. Somos da mesma empresa terceirizada, a Boa Mesa Alimentação. Foi uma tragédia muito rápida. Ele entrou normalmente pela frente, no Resun, sem qualquer arma nas mãos; ela estava limpando a suqueira e quando viu ele, começou a gritar e correu se escondendo embaixo da pia. Ele pegou uma faca na própria cozinha e começou a furar por toda a barriga, depois tentou se matar. Ele é ex-presidiário, está na condicional. Quando o Samu chegou ela já estava morta”, relata a colega pedindo para não ser identificada.
“Aqui não existe segurança. Eu estava no Resun e foi muito assustador. Depois que ele esfaqueou a moça, começou a gritar sem parar. O que a gente lamenta mesmo é que a falta de segurança na UFS está muito grande”, destaca a estudante Regiane Andrade.
Estudantes ficaram revoltados
O assassino foi preso pelos seguranças do Campus e ficou nas dependências do Restaurante Universitário até a chegada da Polícia Federal. Policiais da Companhia de Rádio Patrulha, da Criminalística e da Delegacia de Homicídios também estiveram no local.
Contraponto
Após um verdadeiro jogo de empurra entre a assessoria de Comunicação Social, que garantia que somente a Pró-Reitora de Assuntos Estudantis, Lúcia Aranha poderia falar. E na Pró-reitoria, a informação era de que os dados seriam passados pela Assessoria de Comunicação e que Lúcia Aranha já tinha saído, foi que a reportagem do Portal Infonet conseguiu informações sobre a segurança no Campus Universitário por meio do celular de Lúcia Aranha.
Regiane Andrade: "Não temos segurança"
“Estou no trânsito, mas responsável pela assessoria de Comunicação,  Messiluce Hansen está elaborando uma nota para ser postada no portal da UFS”, ressalta Lúcia Aranha.
O Portal Infonet tentou ouvir o reitor Ângelo Antoniolli no gabinete, pelo telefone celular e até mesmo pelo facebook para saber como anda a segurança, já que foi uma bandeira de campanha dele, mas não obteve resposta.
Por fim, Messiluce Hansen atendeu ao telefone celular. “Nós não falamos com a imprensa porque estávamos acompanhando os fatos no local do crime. Já estamos finalizando a nota mostrando que o crime foi passional e que há controvérsias de como ele entrou. Se pelos fundos, pela porta de entrada de alimentos ou se ele pulou a janela. Até porque pela frente só passam estudantes e funcionários cadastrados e devidamente identificados”, explica.
D. Gerusa se desesperou quando chegou ao Resun
Ela foi amparada pelos filhos
Equipes do IML recolhendo o corpo de Daniele
Quanto à segurança no Campus da Universidade Federal de Sergipe em São Cristóvão, Messiluce Hansen explicou:
“A Universidade é pública. Não apenas a comunidade acadêmica tem acesso, mas as pessoas que residem no entorno, que entram para irem ao banco e até mesmo ao fórum. Foi um crime passional, inclusive a polícia encontrou no bolso dela, uma queixa prestada hoje contra ele, que não deu chances de defesa e foi contido pelos seguranças da UFS”, completa.
Após a chegada da Polícia Federal, o autor das facadas no tórax, nos braços e nas costas de Daniele Bispo foi conduzido à delegacia. Do lado de fora, os estudantes gritavam revoltados: “assassino, assassino”. À imprensa, ele se limitou a dizer: "Foi uma macumba que a mãe dela colocou pra mim. Matei por traição e só vou falar na delegacia".
Por Aldaci de Souza

Fonte:Infonet.com.br

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