sábado, 24 de agosto de 2013

Denison Castor


7 de Setembro...

Que esse 7 de setembro seria uma data especial não resta dúvida. Por hora, não é demasiado lembrar que a data permanecerá inerte: depois do dia 6 e antes do dia 8 é obvio, mas não se deve olvidar que, desde o início de sua proclamação, o grito a ser dado esse ano produziria ecos ensurdecedores.

O movimento dos ecos é apartidário, mas não antipartidario, tal movimento visa apenas o exercício do direito de se manifestar ordeiramente cobrando: saúde de qualidade; melhoria no transporte público; melhoria na educação; na qualidade da água, dentre outras; NÃO SE PODENDO ESQUECER DA DEVOLUÇÃO DOS DO SALÁRIOS DOS PROFESSORES. Essa sim a maior reivindicação dentre as tantas.

Assim, o momento singular que o 7 de setembro representa para a sociedade, funciona como uma via de mão dupla, a proporcionar a comemoração da independência, ao passo em que permite ao cidadão o direito de se insurgir contra uma independência dependente. Dependente de nós, dependente de vós.

Nesse passo, contrariando a ondem dos fatores, São Cristóvão abdicou de comemorar tal data, por entender que a independência ainda é uma utopia, devendo-se ler a utopia como incapacidade financeira. Ora, indagariam eles: que tipo de independência esse povo pretende comemorar? Eles são dependentes de água suja, são dependentes dos salários esmolas pagos aos professores e etc.?

Por fim, é preferível entender que da parte da administração da sofrida São Cristóvão, o que mais eles convencionam, é que os cidadãos querem, o mais depressa possível, se verem independentes dos atuais administradores. E, é justamente por isso que eles não querem que essa data passe apercebida. O medo da proclamação por parte do povo é o que os fazem temer...

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