segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Manifestação fecha pista em São Cristovão

Moradores de São Cristóvão, em SE, fecham rodovia e pedem melhorias

Grupo ateou fogo em pneus e palha na Rodovia João Bebe Água.
Falta de saneamento básico, água de qualidade e segurança.

Marina Fontenele Do G1 SE

Manifestantes interromperam o tráfego de veículos em trecho da Rodovia João Bebe Água em São Cristóvão, em SE (Foto: Marina Fontenele/G1)Manifestantes interromperam o tráfego de veículos em trecho da Rod. João Bebe Água
(Foto: Marina Fontenele/G1)
Um grupo de moradores de São Cristóvão, em Sergipe, interditaram parte da Rodovia João Bebe Água na manhã desta segunda-feira (19). A via interliga o município à capital e passa pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os manifestantes queimaram pneus e pediram melhorias na infraestrutura, segurança e educação nos Loteamentos Jardim Universitário e Recanto dos Pássaros e no Parque Residencial Universitário.
“Falta saneamento básico, calçamento, coleta de lixo e a violência só cresce aqui nessa área. Nós vivemos aqui esquecidos e não podemos aceitar essa situação calados”, afirma o aposentado Raimundo Mendes dos Santos.
Outro problema enfrentado por quem mora no local é a constante falta de água. “A água chega nas torneiras por volta das 3h da madrugada e falta antes mesmo das 9h da manhã. A situação piorou no últimos três meses, sem contar que a água que chega não é de boa qualidade”, relata a pescadora Maria Raimundo de Jesus.
O ensino na Escola Municipal Ruth Dulce de Almeida também foi alvo de críticas dos pais dos alunos.
“Lá os professores não têm interesse em ensinar os alunos, falta estrutura, merenda de qualidade e até segurança na escola. Meu filho tem oito anos e está no 2º ano do Ensino Fundamental, mas lê com muita dificuldade. Eles mandam a gente ensinar nossos filhos em casa, mas eles são pagos para fazer isso com atenção e a gente só apoiar em casa. Fico indignada com essa falta de compromisso porque o meu filho é a esperança para dias melhores na nossa família. A gente vive com R$ 102 do Bolsa Família e o dinheiro dos bicos que meu marido pedreiro faz, mas ele está desempregado no momento”, desabafa Maria Isabel Monteiro.
Grupo levou cartazes e faixas com as reivindicações (Foto: Marina Fontenele/G1)Grupo levou cartazes e faixas com as reivindicações (Foto: Marina Fontenele/G1)
O secretário Municipal de Saneamento Básico, José Augustinho Santos, esteve no local da manifestação para ouvir a população. “Vou levar as demais queixas para os demais responsáveis, mas quanto à infraestrutura eu garanto que até o final de outubro vamos dar início às obras de esgotamento e calçamento nessas três localidades”, garante.
Lixo acumulado em terreno em São Cristóvão (Foto: Marina Fontenele/G1)Lixo acumulado em terreno em São Cristóvão (Foto: Marina Fontenele/G1)

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