quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Veja essa...

O mal-ajambrado José Mujica quer transformar o Uruguai no primeiro narcoestado oficial do mundo; maioria da população é contra

A banalidade num velho, disse o poeta Antero de Quental, é tão constrangedora quanto a gravidade numa criança. É o que me ocorre dizer quando penso na cara, nas roupas e, sobretudo, nas ideias mal ajambradas deste patético José Mujica (foto), presidente do Uruguai, que propôs — e conseguiu, já que dispõe de folgada maioria na Câmara — a aprovação de um projeto que vai muito além de legalizar a maconha: o texto estatiza a droga. Assim que for aprovado no Senado — também controlado pelos governistas —, o Uruguai será, atenção!, o primeiro país do mundo a transformar o estado no monopolista oficial de uma substância psicotrópica. Sim, sim, haverá lá um sistema para cadastrar os usuários, que terão direito a uma quantidade limitada da substância e coisa e tal. Pergunta óbvia: o que impedirá um não viciado (ou “não usuário”, na linguagem politicamente correta) de se cadastrar, receber a substância e vender a um outro que quer queimar muito mais mato do que a cota legalmente oferecida?
É um absoluto despropósito. Não, no entanto, se lermos boa parte do que publica a imprensa brasileira, majoritariamente favorável à descriminação das drogas. Um desses textos que provoca engulhos, tal a estupidez militante, afirmava o caráter “vanguardista” do país que já aprovou o casamento gay e descriminou o aborto e que, agora, quer legalizar — o certo, reitero, é “estatizar” — a maconha! Matar fetos e queimar mato, pelo visto, são elementos de um mesmo paradigma… Santo Deus!
Mujica, o mal-ajambrado do paletó às ideias, argumenta, a exemplo de todos aqueles favoráveis ao liberou-geral, que a medida contribuirá para diminuir o poder do narcotráfico. E as outras drogas? Ele pretende estatizar a cocaína e o crack também?
Ainda que a maioria dos parlamentares seja favorável à medida, a maioria dos uruguaios é contra. Pesquisas indicam que 63% se opõem à estatização da droga. Mujica já tem uma explicação: diz que isso se deve ao fato de haver muitos velhos no país, que não entenderiam a cabeça dos jovens…
Durante um bom tempo, leis bancárias muito particulares fizeram do Uruguai uma espécie de paraíso fiscal da América Latina. Muitos salafrários do continente enviavam para lá o dinheiro que roubavam em seus respectivos países. Agora, Mujica quer que o Uruguai se transforme, sob o pretexto de ter uma legislação moderna e avançada, no primeiro narcoestado oficializado.
Dada a resistência da população e com a popularidade em queda, o presidente fala agora em fazer um referendo. Segundo diz, a maioria dos uruguaios só se opõe à proposta porque não está bem informada a respeito.
Se tal lei for aprovada, imaginem o tipo de turista que o país passará a atrair… A consequência óbvia de uma lei assim será o aumento da demanda por outras drogas, o que fortalecerá o narcotráfico e o ciclo da violência — que está em alta no país, especialmente em Punta del Este, o paraíso turístico.
Que se note, para encerrar: o consumo da maconha já é amplamente tolerado no Uruguai — a exemplo, diga-se, do que ocorre no Brasil. É mentira que maconheiro vá para a cadeia lá ou aqui. A conversa sobre a descriminação (aqui) e sobre a estatização (lá) é só um passo a mais que a cultura da legalização plena das drogas pretende dar.
Aliás, esse é o mal disfarçado e óbvio intento dessa gente. Afinal, se o proclamado objetivo é pôr fim ao poder do narcotráfico, é evidente que isso só se realiza com a legalização de todas as drogas, não só da maconha.
Ainda não decidi o que é maior nessa gente: a má-fé ou a estupidez. Quanto a Mujica… Ele acha que a maioria dos uruguaios é contra porque haveria velhos demais no país. Este patético senhor está com 78 anos. No seu caso, como se vê, o mal não está em pensar como um velho, mas em pensar como um idiota.
Por Reinaldo Azevedo

Nenhum comentário: