quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Silverio Junior

SÃO CRISTÓVÃO É UM CAOS SEM FIM, ESCREVE SILVÉRIO JÚNIOR

São Cristóvão em um caos sem fim, escreve Silvério Junior
Um verdadeiro absurdo o que vem acontecendo numa cidade que é o berço da cultura sergipana e que um dia já foi uma das cidades com maior potencial industrial do Estado. Falta de postos de trabalho para os jovens, recorrente falta de água há mais de um ano, prédios públicos totalmente desgastados e sem condições de uso, falta de profissionais da saúde, ruas destruídas, esburacas e sem iluminação e agora a administração municipal renova e traz mais um presente de grego para seus munícipes: nossas crianças estão sem vacinar-se e consequentemente expostas aos riscos de doenças graves e até incuráveis. Ao deslocar-me a tarde juntamente com minha filha de 01 ano e 02 meses ao posto de saúde Valadares situado no centro desta urbe para que a mesma recebesse uma dose de vacina, um verdadeiro absurdo, as servidoras negaram-se a aplicar a vacina alegando simplesmente a falta de água para lavar as mãos. Desloquei-me a uma distribuidora onde adquiri um garrafão de água mineral para que as mesmas fizessem assepsia das mãos,ora, se este era o empecilho!! Ledo engano,  da mesma forma recebi a negativa do serviço essencial. Desloquei me a secretaria  de saúde municipal onde novamente à minha filha foi cerceada  seu direito constitucional a saúde. Na secretaria fui informado por uma servidora que não poderia ser realizada a assepsia com a água adquirida por mim, pois isso exaltaria o ânimo dos outros pais e mães presentes, ora, será que eu cidadão que já cumpro com minhas obrigações sociais e civis teria de assumir o dever da administração pública e fornecer água para que todas as crianças do município fossem vacinadas? (claro, se possível forneceria). Não é a primeira vez que passo por este tipo de problema nos postos de saúde do  município que vão desde a falta de vacinas à falta de profissionais qualificados.
Escrevo esse email como um pai indignado e que se soma a tão sofrida população, esperando por dias melhores nesta urbe que há anos não tem o que comemorar e que vê nesses últimos meses o agravamento da situação.
Silvério Júnior, estudante e servidor público 

Fonte:Faxaju.com.br

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