quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

MORO NA LADEIRA DA POESIA - Sou pesquisador e poeta e tem poesia construida com dados de pesquisa + inspiração + imaginação. Tem até inquietações dos trabalhos inéditos, a exemplo do silencio do Imperador D. Pedro II, sobre o episódio da Mudança da Capital, de 1855. Evidente que Inácio Joaquim Barbosa não faria o ato sem o aceno do Imperador, porém ele silenciou, fingiu surpresa quando esteve em São Cristóvão 5 anos depois. Olhe que João Bebe-Água e seus companheiros sonhadores acreditaram que D. Pedro II faria tudo voltar como dantes, ô desgosto!

Balada para João Bebe-Água

Bebo água, água que passarinho não bebe
Vendo água, a melhor da praça
Mudança da capital, desgraça...

beberei a cachaça dos inconfidentes
Não quero vinho do Porto
Um brinde, a mais pura aguardente
Entornarei de protesto como bom republicano
Cipriano Barata, Caneca, Rebouças, Tiradentes, tinhas razão
O que esperar de Vossa Alteza
Opressão! opressão! opressão!

Imagem: quadro de Vitor Meireles, D. Pedro II, o Magnânimo, 1864

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