sexta-feira, 28 de março de 2014

gois de papel

A coluna de hoje

As joias das coroas



No site Mercado Livre, esta aliança de latão com a inscrição “Doei ouro para o bem do Brasil” sai, hoje, por R$ 33.
A peça e um diploma eram entregues há 50 anos, logo depois do golpe militar, a quem doasse suas joias para o governo, numa campanha lançada por Assis Chateaubriand, o maior empresário de comunicação na época. Só em São Paulo foi arrecadado o equivalente a 400 quilos de ouro. Mas o destino desse tesouro todo é um mistério.

Caixinha do Adhemar...

Aliás, Adhemar de Barros (1901-1969), na época governador paulista, doou para a campanha de Chatô o equivalente a um mês de salário, o que não evitou que, dois anos depois, fosse cassado, com fama de ladrão, pelos militares.
Por ironia, três meses após sua morte, a VAR-Palmares, grupo em que Dilma atuou contra a ditadura, assaltou o cofre da casa de uma ex-secretária dele, no Rio, e recolheu US$ 2,596 milhões. Dinheiro não contabilizado do político.

Há 41 anos
No fim de março de 1973, agentes da ditadura prenderam o jornalista Álvaro Caldas, que na época trabalhava no “Jornal dos Sports”.
Os milicos achavam que ele participara de uma ação contra o regime em Recife. Para provar sua inocência, ele contou que diariamente ia à sede do Botafogo.

Segue...

Os agentes, então, acredite, foram a General Severiano, encapuzaram e prenderam o então técnico do Botafogo, Sebastião Leônidas.
O treinador confirmou aos militares o que Caldas dissera. Hoje, Leônidas e Caldas se encontram, 41 anos após o episódio, no estúdio do Sportv.


Fonte:Ancelmo.com

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