segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Pela Redação
O presidente interino do Hospital e Maternidade Nosso Senhor dos Passos, João Garcez, renunciou ao cargo de presidente da instituição filantrópica, localizada na cidade de São Cristóvão. Ele alega que a instituição, apesar de depender exclusivamente de recursos públicos, está sendo administrada como se fosse uma instituição particular.
O advogado faz um relato sobre a curta passagem à frente da Presidência do hospital e maternidade e se diz decepcionado com a postura adotada pela Diretoria Executiva.
joao garcez“Desde que fui chamado a assumir a Presidência dessa instituição acreditei, pelas promessas daqueles que me convidaram, que estaria compondo uma nova diretoria, com uma nova visão que buscaria a integração, o respeito, a igualdade e a participação de todos que fazem parte dessa “associação” nas suas decisões”, explica João Garcez, acrescentando que um suposto “dono” da casa de saúde age de forma autoritária e centralizadora, o que teria prejudicado sua gestão.
“Nos meses em que participei – se é que podemos dizer assim – pude perceber que o Hospital e Maternidade Nosso Senhor dos Passos, apesar de ser mantido exclusivamente com recursos públicos, é administrado como se fosse uma empresa privada, cujo “dono”, administra de forma autoritária e centralizadora. Não posso mais compactuar com essa situação e permanecer de mãos atadas, sob pena de falhar com as pessoas que acreditaram em mim”, desabafa.
João Garcez admite ter sido vítima de sua inocência por ter acreditado na nova diretoria, segundo ele, supostamente composta por pessoas preocupadas com a coletividade.
“Achei, no íntimo de minha inocência que essa nova diretoria, supostamente composta de pessoas preocupadas com a coletividade, buscaria os direitos e resgataria o respeito e o prestígio do nosso hospital, contra tudo e todos que atuassem contra essas premissas, mas sempre respeitando nosso estatuto”, lamenta.
Ainda, segundo João Garcez, a Diretoria não admitia a transparência e lisura de sua gestão, um dos fatores que motivaram a sua renúncia.
“Durante esse período, ao tentar exercer as prerrogativas que mim são conferidas pelo estatuto da instituição fui mal interpretado e, para minha surpresa, ao questionar a própria transparência e lisura na atual gestão, fui duramente alijado e ainda fui instado a pedir a minha renúncia, o que mim fez ver que de nada adianta tentar nadar contra a maré”, conclui.
Caju News tentou ouvir a direção do hospital, mas não conseguiu localizar nenhum diretor que pudesse falar sobre as denúncias do ex-presidente.

Fonte:cajunews.com.br

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