sexta-feira, 19 de junho de 2015

Pedreiro é assassinado a tiros no bairro Santa Maria
Vítima seguia para o ponto para pegar um coletivo
Pedreiro é atingido quando atravessava a rua (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)
O pedreiro identificado como Antonio Marcos Cardoso de Souza foi assassinado a tiros na manhã desta sexta-feira, 19, no conjunto Padre Pedro, no bairro Santa Maria, em Aracaju. Moradores da rua 28 foram despertados por volta das 5h pelos tiros, mas não prestaram nenhum esclarecimento à polícia. “Eles mesmo dizem que, para viver bem aqui, é preciso não ver nem falar nada”, conta o sargento Murilo, da 4ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar de Sergipe.
Momentos depois, familiares chegaram ao local do crime transtornados. A sogra de Antonio Marcos, que não quis ser identificada, não escondia a tristeza transmitida nas lágrimas. “Ele era um rapaz trabalhador. Tive ontem na casa dele e ele só disse que estava cansado porque não estava acostumado a trabalhar como pedreiro. Ele trabalhava mais como vigilante”, contou a mulher.

A família não compreende o motivo do crime. “Ele nunca falou que sofria alguma ameaça”, disse um outro familiar, que também prefere o anonimato. “A gente não sabia nada da vida particular dele, mas era um rapaz bom, não tinha inimigos”, complementou.
PM resguarda o local do crime
Antonio Marcos, que tem aproximadamente 38 anos de idade, saiu da residência a pé. Ele pegaria um coletivo e seguiria para o bairro Santos Dumont onde estava prestando serviços como pedreiro em uma obra. Na rua 28, próximo ao Colégio Albano Franco, a vítima foi surpreendido por tiros. “Uns moradores daqui falaram pra gente que é familiar que ainda escutaram umas pesadas indo embora. Acho que quem cometeu o crime estava a pé”, conta um dos irmãos da vítima.

O pedreiro deixa dois filhos, uma garota adotiva com dez anos e um garotinho de apenas quatro anos de idade, que não para de chorar e chamar pelo pai. “Ele só tem quatro anos, mas está compreendendo tudo. O menino era muito apegado a ele”, diz a sogra da vítima, numa referência à criança.

Por Cássia Santana

Fonte: Infonet. com.br

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