segunda-feira, 4 de abril de 2016

Professores de São Cristóvão fazem ato na porta do TJSE
Categoria quer recuperar os mais de 50% cortados dos salários
Tenda montada para acompanhar o julgamento (Fotos: Portal Infonet)
Professores do município de São Cristóvão fizeram um ato na porta do Tribunal de Justiça de Sergipe, na manhã desta segunda-feira, 4. Eles foram acompanhar o julgamento do processo contra a decisão da então prefeita Rivanda Batalha (PSB), em aprovar um projeto na Câmara Municipal de São Cristóvão, “cortando os salários da categoria em mais de 50%”. O processo foi retirado de pauta pela segunda vez em menos de 15 dias.
“São Cristóvão tem um histórico de desrespeito com a categoria. Em 2010, a prefeita na época Rivanda Batalha aprovou um projeto na Câmara de Vereadores, que destruiu com a carreira dos professores e cortou os salários dos professores em mais de 50%. De lá para cá, esse processo tramita na Justiça. Seria julgado hoje e pela segunda vez foi retirado da pauta. A alegação é de que o procurador do Município de São Cristóvão [Daniel Alves Costa], fez uma cirurgia”, lamenta a vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Sergipe (Sintese), Ivonete Cruz, acrescentando que são cerca de 300 profissionais aguardando a decisão judicial.
Categoria luta para recuperar os mais de 50% cortados dos vencimentos
De acordo com ela, é preciso que o atual prefeito de São Cristóvão [Jorge Eduardo Santos], pague o que foi retirado dos professores. “Ele tem dado o reajuste do Piso, mais 2%. Isso significa que em 25 anos vão voltar a receber o que perderam de uma vez só. Você tem o seu salário cortado de uma vez só e vai recuperar isso em 25 anos, ou seja, muitos do que estão aqui hoje e que perderam, daqui a 25 anos podem não estar mais vivos pra receber. E o prefeito de São Cristóvão tem dinheiro para pagar de uma vez só”, acredita Ivonete Cruz.
Município
Ivonete Cruz: "Daqui há 25 anos, muitos professores podem não estar mais vivos"
O secretário de Educação de São Cristóvão, Mário Jorge Oliveira confirmou que está sendo pago o Piso Salarial Profissional do Magistério (PSPM), mais os 2%. “Foi dado o piso mais os 2% em setembro de 2015 e a partir de 1º de abril 2016, o reajuste de 11, 36% do Piso mais 2%, para ir recuperando e na lei diz que o mínimo é de 2% e que deve ser pago de acordo com a condição financeira do município”, ressalta acrescentando que Rivanda não era prefeita em 2010 [como a vice-presidente do Sintese informou], mas em 2013.
                                             

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