sexta-feira, 13 de maio de 2016

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Moradores criticam a falta d'água em São Cristóvão
SAAE diz precisar de R$ 100 milhões para solucionar problema
Entrada da cidade (Fotos: Portal Infonet)
O velho problema da falta de água na cidade histórica de São Cristóvão voltou a deixar a população indignada, principalmente quem passa o dia fora de casa e não tem como juntar água na hora em que chega. No Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), a informação é de que o corte no fornecimento foi causado por danos em uma das bombas, que o abastecimento já foi normalizado e que é necessário R$ 100 milhões pra solucionar de vez a situação.
O estudante de marketing, Nelio Miguel Júnior reclamou a situação recorrente na cidade. “Na Av. Tancredo Neves [rua do Cemitério] está sem água desde sábado, mas em outras localidades, desde o último dia 3. Dizem que o problema foi em uma bomba, mas isso acontece com frequência e os transtornos são enormes. A cidade é cheia de ladeiras e a gente tem que andar até uma fonte pra buscar água, ou pagar carrinho de mão e carroceiros”, lamenta.
Nélio Miguel: "Muitos transtornos e de novo alegam que foi a bomba"
Nelio Jr lembrou que as contas de água estão chegando em dia. “Desde 2013 falta água durante cinco ou seis dias e até mesmo 20 dias, mas a conta não falta de jeito nenhum, mesmo a gente sem água, sem falar do constrangimento de chegar cansado do trabalho ou da faculdade e ter que sair à noite em busca de água. De novo eles alegam que foi a bomba e estão fazendo rodízio”, completa.
O estudante disse ainda que: “quando chega a água não é de boa qualidade, é amarela e não dá pra beber e nem dar banho nas crianças. Em outras casas, as pessoas abrem as torneiras e fica vindo o jato de ar e roda o contador, só que não vem água. No final do mês paga pelo ar. A taxa mínima é de R$ 16”.
A aposentada Maria Helena Santos, também lamentou a situação. “Está o mesmo Mané Luiz, está chegando bem devagarzinho à noite. Na minha casa tá vindo, agora é bem fraquinha e quem trabalha não pega água. É um transtorno pra lavar roupa, cozinhar, tomar banho e a gente não tem o que fazer”, ressalta.
SAAE
Maria Helena: "Está chegando bem devagarzinho à noite"
O diretor-técnico do SAAE, Antônio Roberto garantiu que o abastecimento vem sendo mantido de forma parcial e através de manobras em toda a região do Centro Histórico, Av. Paulo Barreto e adjacências por conta de problema em uma das bombas da Estação de Captação do rio Muniz.
“A fim de evitar o desabastecimento completo, equipes técnicas vêm executando desde a sexta-feira, 6, manobras de distribuição, que garantem a chegada da água em horários alternados. É importante salientar que toda a Cidade Baixa, o Centro Comercial, o Povoado Rita Cacete, a região do Alto da Divinéia e todas as localidades abastecidas pelo rio Comprido, não sofreram danos”, afirma.
“Como é sabido por todos os cidadãos são-cristovenses, o sistema de captação e distribuição da cidade é prejudicado por uma defasagem de 30 anos, onde são utilizados equipamentos obsoletos e um sistema ultrapassado, fato este que prejudica todo o serviço, desde a capacitação até o fornecimento. Todas as ações executadas atualmente têm caráter paliativo”, completa a diretora-presidente do SAAE, Artemise Batalha de Goes Dantas.
Antônio Roberto, diretor técnico do SAAE (Foto: Ascom Prefeitura São Cristóvão)
Ela enfatiza que para solucionar de uma vez por todas o problema, deve ser executado o Plano de Saneamento Básico desenvolvido pela gestão municipal. “Por meio de estudos, ficou comprovada a necessidade de investimentos da ordem de R$ 100 milhões, montante não compatível com a realidade do município”, garante.
Por Aldaci de Souza

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