quarta-feira, 12 de outubro de 2016

São Cristóvão, a Cidade Sem Lazer

O feriado hoje em São Cristóvão, foi interessante para fazermos algumas observações, e constatamos que ainda somos muito amadores em muita coisa.
O lazer que em nossa cidade, não existe opções além de bares, e bares na sua grande maioria, de péssima qualidade, com atendimento precário e instalações sem o mínimo de conforto.
A cidade não oferece mais, os antigos espaços públicos destinados ao lazer, a exemplo da bica dos pintos, hoje entregue a própria sorte, cercada por um bolsão de miséria, e arreboque a criminalidade que impera nesta região.
O balneário de Rita Cacete é outro exemplo de abandono por parte do poder público, os bares do local foram derrubados, a água foi totalmente poluída com uso animal, e a insegurança também afastou as pessoas, já que virou local livre para o uso de drogas.
O Cristo redentor, que foi um dos grandes locais de visitação e diversão, quantas crianças alunos de escolas da cidade nesta época fizeram o passeio escolar para o Cristo? Quantos bailes, forrós, serestas aconteceram neste local?? Hoje é praticamente impossível retornar as suas atividades, isso por conta da violência da região, que é comum em áreas isoladas da cidade, e ainda um pequeno conjunto habitacional criado na administração Zezinho da Everest, e com isso se criou outro bolsão de miséria, destruindo essa área de lazer.
O conhecido catamarã, hoje se encontra abandonado, um empresário da região fez diversas casas em área de manguezal, uma vila de péssima qualidade, com roupas estendidas, lixo amontoado, lavanderias nas portas, um visual totalmente contrário a proposta turística inicial do ambiente, com dois bares restaurantes, um de qualidade duvidosa, outro de bom gosto, mas com preços para inglês na copa do mundo no Rio de Janeiro, nas nuvens, não é viável para turistas, imagine para os nativos.
Sem nenhum evento cultural a séculos a cidade se apagou por mais de oito anos no senário cultural do estado.
A destruição da nossa cidade não foi só econômica, estrutural, foi também social, cultural, a nossa imagem está manchada, arranhada, esfacelada, é uma tarefa dificílima a reconstrução da auto-estima do nosso povo, devolver a alegria, roubada durante mais de oito anos, é difícil, mas não impossível.


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