quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Adailton Andrade

UM SERGIPANO ESQUECIDO PELA HISTÓRIA DE SERGIPE
Lourival Fontes, um dos filhos ilustres de Riachão do Dantas, foi considerado um grande pensador político de seu tempo. Ele soube se instrumentalizar das teorias e argumentações de sua época, para tecer com propriedade uma análise política, econômica e social do Brasil. Durante o Estado Novo (1937-1945), entre os anos de 1939 a 1942 esteve à frente do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, tornando-se um dos principais ideólogos do governo varguista. Além de ter tido uma apurada experiência quanto às questões internacionais, devido ao contato que teve com o mundo diplomático, enquanto foi embaixador do Brasil no México e no Canadá entre os anos de 1944 a 1950.
Durante a ditadura Vargas surge no cenário político nacional uma figura do Nordeste, Lourival Fontes. Homem culto, advogado, jornalista, diplomata, senador, sergipano de Riachão do Dantas, dirigiu a revista Hierarquia de orientação fascista, no seu escritório tinha um quadro com a fotografia de Mussolini autografada, ministro do Gabinete Civil de Getúlio Vargas, era a Dilma do Catête.
Assim como Hitler tinha seu Ministro da Propaganda, Josef Goebbles, nós tínhamos Lourival Fontes comandando o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda - encarregado de censurar a imprensa e fazer propaganda de Getúlio, igualzinho como se fazia na Alemanha nazista.
O PT quer a ressurreição o DIP, idealizado pelo quarteto do mal: Tasso, Martins, Vanucchi e Dilma.
Por ironia do destino, Lourival Fontes, simpatizante do fascismo, era meu parente, filho de Sizino Martins Fontes, primo do meu avô Martins Fontes. É assim mesmo, parente a gente não escolhe.

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