São Cristóvão consegue ser inovadora até nos conceitos sociais, e isso não é de agora, por mais que as castas sociais tentem se estabelec...
São Cristóvão consegue ser inovadora até nos conceitos sociais, e isso não é de agora, por mais que as castas sociais tentem se estabelecer, vez por outra movimentos disruptivos acontecem.
A cidade desde sua formação, tem como base as várias culturas diferentes convivendo, portugueses, negros, indígenas e em um certo tempo, holandeses.
Mas ao longo dos anos famílias tentaram se firmar como detentoras do poder, o que até aconteceu, mas com a chegada das fábricas e os operários oriundos de todas as partes do estado até do país, a pluralidade cultural ficou mais forte, mas mesmo assim, a política contínuo dominada por castas.
Com o retorno de Lauro Rocha a São Cristóvão, depois de anos na marinha marcante e nos movimentos sindicais, o movimento disruptivo acontece pela primeira vez na política de São Cristóvão, tirando das mãos dos compadres e familiares o poder político em São Cristóvão.
Anos depois Marcos Santana conseque quebrar o ciclo não dos compadres, mas agora dos políticos tradicionais.
Agora Júlio de Marcos Santana, consegue o terceiro movimento disruptivo, só que agora não político, até porque ele faz parte da continuidade da melhor gestão da história, mas o disruptivo agora é social, já que o mesmo pertence a uma família numerosa na cidade, mas totalmente fora do eixo político, além de ter nascido em outro lugar, por consequência da falta de oportunidade de desenvolvimento social e econômico dos seus pais.
A eleição de Júlio, depois de Lauro Rocha e a simbolicamente a mais disruptiva de todos os tempos, quebrando de vez o retorno de famílias ligadas ao poder, ao invés disso, alguém realmente do povo, de origem nas classes de operários, comerciantes e trabalhadores autônomos, a representatividade de Júlio é bem mais ruptiva do que possamos imaginar.
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