Wanderlê defende sistema de cotas da UFS
Em longo pronunciamento realizado na sessão desta terça-feira, 23, na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wanderlê Correia (PMDB) fez uma defesa contundente do sistema de cotas adotado pela Universidade Federal de Sergipe, a partir do vestibular deste ano. Após registrar a sua trajetória pessoal, como ex-aluno e professor por mais de duas décadas da rede pública, o parlamentar considerou o fato como um dos marcos mais importantes da história da educação em Sergipe.
De acordo com o Professor Wanderlê, que preside a Comissão de Educação e Cultura do parlamento estadual, a implantação do sistema de cotas pela UFS, reservando 50% das vagas para estudantes oriundos de escolas públicas e, dentro deste percentual, 70% para alunos que se declararem pardos, índios ou afro-descendentes, além de uma vaga em cada curso para portadores de deficiência, representa muito mais do que uma mera ação compensatória em favor de famílias de baixa renda.
“Trata-se de uma verdadeira revolução silenciosa, por meio da qual se começa a garantir o resgate histórico de décadas de injustiça, de concentração de renda e de exclusão social”, afirmou o parlamentar, ressaltando, ainda, que a adoção do sistema de cotas na UFS é o resultado de anos de trabalho árduo e sério, realizado por uma comissão de técnicos abnegados, que culminou coma aprovação por mais de 90% dos conselheiros do CONEP (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão).
Ao finalizar o seu discurso, Wanderlê parabenizou o Ministério Público Federal, que já havia rejeitado uma representação encaminhada ao órgão pedindo o fim das cotas no vestibular da UFS, reiterando o entendimento de que não há fundamento jurídico ou fático que caracterize o sistema de cotas como ilegal, sobretudo em razão da autonomia que possuem as universidades brasileiras. “A adoção do sistema de cotas pela Universidade Federal de Sergipe é uma prova inequívoca de que meritocracia e justiça social podem e devem conviver harmoniosamente. Que o digam, entre outros, o filho de um padeiro de Frei Paulo, que passou para Medicina. Parabéns à UFS!”, concluiu.
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