Uma breve análise sobre o que acontece em São Cristovão
Do leitor Joseilton Nery Rocha: “Não precisa-se ser sancristovense para perceber que no município de São Cristóvão o parlamentarismo foi instalado. Lá quem chefia o governo chama-se Valdione Sá. E quem chefia o Estado o prefeito Alex Rocha. Nada de pessoal contra nenhum deles. Mas sempre digo aos meus amigos moradores da Velha Cap a falta de sorte com os últimos mandatários do município. Poderia se dizer que estou me intrometendo nas coisas de município alheio. Mas não concordaria. Por conta dos afazeres, hoje vivo mais tempo no município de São Cristóvão do que na cidade onde moro (Aracaju) ou na cidade onde nasci (Propriá) ou até mesmo na minha casa (Santa Lúcia). Tenho uma relação íntima com São Cristóvão há cerca de 30 anos. Foi no município que fiz os ensinos de segundo e terceiro graus. E hoje trabalho na UFS, há 15 anos, convivendo com os sancristovenses, especialmente os rosalenses e os eduardenses. Sei e conheço muito bem os problemas enfrentados por todos da infra-estrutura básica às questões sociais, particularmente emprego, saúde e educação. Quanto à infra-estrutura, também me considero uma das vítimas, uma vez que transito diariamente no Rosa Elze. Falta saneamento básico, falta esgotamento sanitário, falta coleta regular de lixo. Fartura!... Farta tudo!.. Parece que tem um sapo enterrado em algum local do município. E quanto à inauguração da Intergriffes, a quem interessaria uma ampla divulgação do evento? A quem interessaria uma boa estrutura de comunicação? A quem interessaria uma multidão na inauguração? E, perguntar não ofende: Valdione Sá teria interesse em divulgar uma ação que traz dividendos políticos para o governo Deda? Agora, o PT de Sergipe e o de São Cristóvão sabem o equívoco da decisão que adotaram ao apoiar a candidatura do alvista Alex Rocha, podendo lançar-se de um candidato do seu próprio partido, na cabeça da chapa. Aqui não se discute o potencial da candidatura. Inadmissível uma cidade com enorme potencial econômico, especialmente em razão de sua história, pela beleza do seu patrimônio artístico-cultural, e mesmo tendência industrial, afinal situa-se vizinho à capital e é margeado pela BR 101, encontrar-se em tão precária situação. Parece que somente ações advindas da iniciativa do governo estadual poderão mudar o quadro, como algumas que ocorrem neste momento. Todavia, boa sorte São Cristóvão. Boa sorte, sancristovenses. Enfim, boa sorte para todos os sergipanos, pois precisamos criar nossa identidade, nos afirmar como tal e orgulharmo-nos das riquezas da terra de João Bebe-Água”.
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