Que venha o Plano de Cargos e Vencimentos

O governo de Marcelo Déda, ao longo desses quase cinco anos e meio, já demonstrou que é um governo diferente, no trato das questões salariais dos servidores públicos do estado. Do que praticaram João Alves, Albano Franco e timidamente Valadares. Talvez o pior de todos.

O que na minha modesta opinião Marcelo Déda falhou como governo, é não ter assumido que o estado necessita ter carreiras de estado e carreiras de governo. Todo e qualquer governo deveria assumir essa diferenciação. Até mesmo para um melhor atendimento por parte dos funcionários a população.

(Profissionais da saúde, profissionais da educação (todos que trabalham nas escolas), por exemplo) e os profissionais da segurança pública, militares, civis e bombeiros militares, tem que terem uma tabela diferenciada das demais categorias, ou as carreiras de governo.

Sem haver essa diferenciação, o governo iniciou um processo de valorização em determinadas categorias, em detrimentos das demais. Fato que gerou, e com razão, descontentamento nas demais. Porém, chegou um determinado momento, que ele, o governador, começou a preparar o terreno, acenando para a implantação do PCV.

Pois bem, depois de algumas delongas, o esboço do projeto, já fora entregue ao SINTRASE, que legalmente representa a maioria dos servidores da administração direta e indireta, com algumas empresas públicas, incluídas.

Pelo o que foi apresentado neste primeiro momento, apenas a parte que trata da nova tabela de cargos, as atribuições dos novos cargos (fruto de várias junções dos antigos) e a própria minuta do PCV.

O que mais interessava aos sindicalistas, como aos próprios barnabés, o governo não apresentou. A tabela de vencimentos. Aquela em que cada servidor já saberia qual seria o seu novo salário. Aquela que realmente interessa. Aquela que faz rir ou chorar. Evidentemente que será difícil essa primeira tabela de vencimentos, contemple satisfatoriamente os servidores.

O governador Marcelo Déda, ainda tem mais de trinta meses para encerrar o seu segundo mandato. Ele já pode enviar o PCV com os reajustes escalonados até o mês de dezembro de 2014. Neste momento, pela situação e pela implantação do PCV, não acredito que o reajuste a ser anunciado, passe da inflação dos últimos doze meses.

Aí é que entraria a inteligência, para o escalonamento até o final dessa gestão. Pelo menos já faria parte das expectativas e dos sonhos dos barnabés.

Outra questão que já ouvimos algumas reclamações, é que com o plano acabarão dezenas de nomenclaturas (nomes dados aos cargos). Haverá um enxugamento no quantitativo desses cargos. E alguns profissionais não desejam ver retirado dos seus contra cheques, o nome de suas profissões.

Com o novo plano, a profissão será pré-requisito para a ascensão de uma carreira, quando da realização de concursos. E não consta como cargo. Não vamos ter mais no quadro de carreira, administradores, contadores, etc. Vamos ter Analista de Gestão Governamental. Assim como Oficiais Administrativos, Técnicos em Contabilidade e Técnico em Manutenção. Todos passarão para Assistente de Gestão Governamental. Isso valerá para todos os cargos do quadro atual.

O importante nesta hora é buscar com responsabilidade que se resolva as pendências definitivamente, acabar com as distorções existentes e finalmente ver realizado, mesmo que escalonado, o sonho de quem optou pelo serviço público por mais de trinta anos, e agora próximo as aposentadorias, ter a certeza que o que estão nos seus contra cheques, levarão com eles.

Messias Gonçalves

Direto da redação

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Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.

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