Comissão vai à Energisa exigir devolução de taxa cobrada indevidamente em São Cristóvão
A polêmica em torno da cobrança da Taxa
de Iluminação Pública em São Cristóvão foi debatida na Energisa com o
diretor de Comunicação da empresa energética, Augusto Aranha. A reunião
foi realizada com as presenças do jornalista Paulo Sousa, radialista
Orácio Oliveira, advogado João Garcez e o vereador Michael Almeida. Na
reunião, o grupo em defesa dos moradores de São Cristóvão, encabeçado
pelos comunicadores Paulo Sousa e Orácio Oliveira, apresentou ao
representante da Energisa dados que comprovam a indevida cobrança feita
pela empresa de energia.
De acordo com o jornalista Paulo Sousa, a
atitude da Energisa desrespeitou o Código de Defesa do Consumidor por
continuar cobrando uma taxa que já havia sido revogada pela Câmara
Municipal. “Essa cobrança foi feita de forma errada e desrespeitando o
que reza o Código de Defesa do Consumidor, por isso viemos à Energisa
cobrar da empresa uma posição e a devolução do dinheiro cobrado
indevidamente. Se o erro foi na prefeitura, da Câmara ou da Energisa,
não importa, o que nos interessa é que a população de São Cristóvão não
pode pagar pelo erro do poder público. Exigimos a devolução do dinheiro
de forma corrigida, por que é isso que determina o Código do
Consumidor”, salientou Paulo Sousa, acrescentando que a Câmara Municipal
prestou um desserviço a população de São Cristóvão ao aprovar o
reajuste da CIP – Contribuição de Iluminação Pública.
Na opinião do radialista Orácio
Oliveira, a população foi lesada e a empresa tem a obrigação de devolver
os valores cobrados sem amparo legal. “A população foi lesada pela
Energisa e o poder público municipal por que nos cobraram algo
indevidamente. O povo de nosso município já sofre demais e não é justo
que ele pague a conta por erros da prefeitura e da Energisa”, defendeu
Orácio.
Já o advogado João Garcez, que analisa a
parte jurídica do processo, avalia que a Energisa cobrou o reajuste
indevidamente, já que a lei aprovada pela Câmara havia sido revogado,
após pressão da população e da mídia. “A Energisa errou por ter cobrado
uma taxa com reajuste que não deveria, e mais ainda quando se deixou
levar apenas por um ofício do prefeito que autorizava a cobrança. A
competência de determinar a cobrança ou não é da Câmara e não da
prefeitura. Sendo assim, entendemos que tudo que foi cobrado ilegalmente
deve ser devolvido em dobro como manda o Código de Defesa do
Consumidor.
Enquanto isso, o diretor de Comunicação
da Energisa, Osvaldo Aranha, defende a empresa de qualquer
responsabilidade. Segundo o assessor, a empresa atendeu apenas o que foi
determinado pela prefeitura. “A Energisa não tem culpa nenhuma por ter
feito a cobrança. Nós recebemos um ofício do prefeito dizendo que era
para mantermos a cobrança, mesmo a Câmara já tendo revogado o aumento, e
nós seguimos a orientação da prefeitura. Depois que fomos notificados
oficialmente da revogação do reajuste, imediatamente passamos a devolver
o que foi cobrado como manda a lei, não ilegalmente, mas de forma
equivocada. Mas quero deixar claro que o erro de tudo isso não foi da
Energisa. A empresa sempre respeitou os consumidores de São Cristóvão e
vai continuar respeitando sempre, afinal de contas, são todos nossos
clientes”, defendeu Aranha.
Da Redação/CajuNews
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