Ontem dia dezessete de março, duas cidades de Sergipe tinham algo em
comum. Aracaju e São Cristóvão. A primeira comemorava 158 anos de
status de cidade e a condição de capital do estado. Já a segunda, nada
tinha o comemorar, já que perdera para a primeira.
Enquanto a primeira organizava e realizava mais uma vez diversas atividades comemorativas e,
encerrando a parte esportiva com a realização da já tradicional corrida
São Cristóvão/Aracaju. Paralelamente a toda estrutura organizacional do
evento, filhos ilustres e a sociedade sancristovense, patrocinada pela
ACIJOBA (Ação e Cidadania Popular João Bebe Água), pelo terceiro ano
consecutivo, promoveram mais uma vez o evento intitulado, “Tributo a
João Bebe Água”.
À principio pode parecer certo revanchismo e até
mesmo querer melar a festa doa aracajuanos. Mas é justamente o
contrário. O que defendemos e buscamos é desmistificar a imagem
distorcida do nosso herói. Nada do que foi dito e escrito sobre ele, é
verdadeiro.
São inúmeras atividades folclóricas e culturais com
grupos da cidade. Este ano tivemos a Chegança, o reisado e o Samba de
Côco. O que talvez precise ser repensado é o local. Embora a ideia
inicial seja salutar, já que o evento acontece na rua que abriga a ONG,
talvez inteligentemente fosse mais produtivo realizar o evento na Praça
São Francisco, aproveitando o público que para aqui se desloca pelo fato
da corrida.
A ida das comemorações para uma das praças da cidade
atrairia a imprensa e os turistas acompanhantes dos atletas. Os produtos
expostos na sede da ACIJOBA, que são de uma riqueza impressionante,
graças ao trabalho do artista plástico eclético, Nivaldo Oliveira, teia
muito mais apreciadores e com certeza compradores. Aproveito para
sugerir aos futuros turistas que visitarem São Cristóvão, nunca deixem
de visitarem a sede da ACIJOBA. Vocês vão amar.
Mell Vianna
Direto da redação
Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.
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