Estão brincando com “coisas” sérias por Messias Gonçalves
Sergipe tem como tradição, comemorar diversas festas. Está no sangue
dos que aqui residem. São festas de padroeiras, de aniversários das
cidades, festas dentro de feiras e exposições e, vaquejadas, alem das
que são patrocinadas pela iniciativa privada. A mais relevante é sem
sombra de dúvida, o Pré Caju.
Mesmo sendo uma festa a princípio considerada particular, torna-se
pública quando é permitida a participação do povo, rotulada de “pipoca”,
sem que o cidadão pague para se divertir. Inclusive são os próprios
blocos, via a sua associação, que bancam os trios elétricos e as
atrações que divertem esse povo.
Assim como ocorre em todas as partes do país, o poder público também
colabora, tornando parceiro e responsável pela logística quanto à
segurança, saúde e outros. É a contra partida pelo que representam de
retorno através dos impostos gerados nesses mega eventos. São mais de
cinquenta ramos da economia beneficiadas.
Para esses tipos de eventos, não há como não haver certo tipo de
incômodo e transtorno para a população. Não é diferente o carnaval de
Salvador, na corrida da fórmula Indy em São Paulo, na Micareta de Feira
de Santana e nos mais diversos eventos espalhados pelo Brasil. Inclusive
com a vinda do Papa para a Jornada da Juventude que será realizada no
Rio de Janeiro. Também haverá transtornos. Mas por isso alguém tem o
direito de tentar proibir a realização?
Infelizmente temos que conviver com pessoas que de uma forma egoísta,
tentam se intrometer para atrapalhar esses eventos. E lamentável ainda é
ver instituições públicas que embarcam nessas ideias, dando às vezes
razão e indo de encontro aos interesses da maioria da população.
O que essas instituições deveriam fazer primeiro era buscar ouvir o
povo e não meia dúzia de “gatos” pingados. A mais nova é querer proibir
festas na Orla da Atalaia. Não se surpreendam se a próxima proibição
seja a realização de festas na área dos mercados. Se isso ocorrer, por
tabela vão acabar com o FORROCAJU. O que a população precisa saber que é
que quando realizadas essas festas, os seus organizadores pagam os
impostos.
Se continuar com essas maluquices, talvez seja preciso pedir ao
governador Marcelo Déda ou ao prefeito da capital João Alves Filho, que
construam um espaço no meio do oceano, longe dessas pessoas. E mesmo
assim, ainda se corre o risco de aparecer alguma ONG dizendo que o
barulho no meio do oceano, está incomodando a tranquilidade dos peixes.
Sergipe é um estado pequeno e precisa desses eventos para agregar
dividendos através dos impostos. Não sejam pequenos e não ajam com
pequenez. E acima de tudo, somos um povo alegre e festeiro por natureza.
Não queiram tirar o “circo” do povo. Não é só de Pão que se vive.
Precisamos da comida mais também do divertimento e da alegria.
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