Jogados à própria sorte

Apegando-se ao Deus católico onde, por tabela também abençoa e protege os evangélicos, ao passo em que, na mesma linha e moldes do apego vive a população, mas meio sem saber a quem se apegar, até porque, em assunto de apego espiritual, mais um leque se abre, corporificado no umbandismo.

Desta feita, deve-se crer que , ao menos espiritualmente, alguém pode se prestar a socorrer os moradores de São Cristóvão, quando eles necessitarem deste. O socorro deve ser providencial, infalível, mas percebe-se que pela quantidade de pedidos, esse sistema de proteção já nasceu falho.

Nasceu falho não por conta das divindades, mas sim por conta da desorganização advindas de tal sistema. Ora, a quem pedir? como pedir? tem que ter fé? a fé podera ser medida de que forma?

Percebe-se que a tarefa não é tão simples; ela envolve um amaranhado de dúvidas, as quais, melhor não debruçar-se sobre elas e tentar a alternativa mais viável e ao fim amplamante comprovada: Destacamento Policial Militar.

Até parace um texto divino, mas desde que a PM retirou-se do município, o socorro à divindade é o que resta aos moradores. Numa cidade onde tudo acontece, não há que se falar em loucura a afirmação de que São Cristóvão não tem policiamento. São os moradores socorridos pelo policiamento advindo do Eduardo Gomes e Rosa Elze. Ou seja, estamos entregues à própria sorte.

Sem medo de errar, crê-se que, além de São Cristóvão, nunhuma cidade no Estado, no Brasil e, quiça, no mundo, tem o desprazer de conviver com a ausência de policiamento.
Direto da redação

Direto da redação

Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.

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