DO LEITOR
Espetáculo
Do leitor Antônio Edilson Cardoso: “Nobre Jornalista, sempre que a Polícia Federal ou mesmo a Civil, fazem estas “operações especiais” e, por acaso, algum peixe graúdo cai na rede, ocorre um certo frison na mídia, que dura por mais ou menos uma semana. É o que, por certo, veremos neste episódio em que o ex-prefeito Sukita, sofreu o “mega-baculejo” amplamente noticiado nesta terça-feira. Sempre que fatos dessa natureza ocorrem, e durante aquele curto período que mencionei acima, têm-se a impressão de a população como um todo, ou a maior parte dela, é a favor de um duro combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito, principalmente às custas do dinheiro público. Ou, pelo menos, que as pessoas envolvidas e denunciadas nestes escândalos, se não forem parar na cadeia, ao menos terão suas carreiras políticas encerradas. Mas não é bem assim, e para comprovar, basta lembrar do escândalo do mensalão, e dos “mensaleiros” reeleitos pelo “voto popular”. Aqui, nesta ‘terra de cajueiros e papagaios’, não é diferente, e é só recordar, como exemplo, as operações Navalha, Raposa Fox R ou da confessada Roubalheira na Prefeitura de Pirambu, escândalos que envolveram denuncias de corrupção e, em maior ou menor grau, sumiço de dinheiro público. Na época, todos eles causaram rebuliço no meio político, na imprensa e na sociedade de um modo geral, mas hoje estão devida e convenientemente esquecidos, tanto pelo povo, que brindou com novos mandatos pessoas envolvidas em tais escândalos, bem como pela imprensa, que só sabe falar do último e, rapidamente, esquece do penúltimo. Assim, direta ou indiretamente, a sociedade e a imprensa estimulam a impunidade e a corrupção que sempre dizem condenar. Por isso a pirotecnia destas “operações” serve muito mais como espetáculo de mídia do que como efetivo combate ao crime de colarinho branco. Quem viveu vê, e quem viver verá. Um abraço!”
Do leitor Antônio Edilson Cardoso: “Nobre Jornalista, sempre que a Polícia Federal ou mesmo a Civil, fazem estas “operações especiais” e, por acaso, algum peixe graúdo cai na rede, ocorre um certo frison na mídia, que dura por mais ou menos uma semana. É o que, por certo, veremos neste episódio em que o ex-prefeito Sukita, sofreu o “mega-baculejo” amplamente noticiado nesta terça-feira. Sempre que fatos dessa natureza ocorrem, e durante aquele curto período que mencionei acima, têm-se a impressão de a população como um todo, ou a maior parte dela, é a favor de um duro combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito, principalmente às custas do dinheiro público. Ou, pelo menos, que as pessoas envolvidas e denunciadas nestes escândalos, se não forem parar na cadeia, ao menos terão suas carreiras políticas encerradas. Mas não é bem assim, e para comprovar, basta lembrar do escândalo do mensalão, e dos “mensaleiros” reeleitos pelo “voto popular”. Aqui, nesta ‘terra de cajueiros e papagaios’, não é diferente, e é só recordar, como exemplo, as operações Navalha, Raposa Fox R ou da confessada Roubalheira na Prefeitura de Pirambu, escândalos que envolveram denuncias de corrupção e, em maior ou menor grau, sumiço de dinheiro público. Na época, todos eles causaram rebuliço no meio político, na imprensa e na sociedade de um modo geral, mas hoje estão devida e convenientemente esquecidos, tanto pelo povo, que brindou com novos mandatos pessoas envolvidas em tais escândalos, bem como pela imprensa, que só sabe falar do último e, rapidamente, esquece do penúltimo. Assim, direta ou indiretamente, a sociedade e a imprensa estimulam a impunidade e a corrupção que sempre dizem condenar. Por isso a pirotecnia destas “operações” serve muito mais como espetáculo de mídia do que como efetivo combate ao crime de colarinho branco. Quem viveu vê, e quem viver verá. Um abraço!”
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