Quem vale mais em uma campanha eleitoral, João Alves ou Mendonça Prado?

Eugênio Nascimento

Não dá para negar para ninguém o peso político que tem o prefeito de Aracaju, João Aves Filho (DEM), em qualquer processo eleitoral. Isso fica bem claro pelos três mandatos conquistados pelo voto direto para o governo do Estado (1983-1987; 1991-1994 e 2003-2006), depois de ter iniciado a carreira política como prefeito de Aracaju, em 1974, cargo para o qual foi escolhido pelo voto indireto e hoje o exerce com o aval do eleitorado da capital desde 2013.

 
João Alves vai para a campanha ao lado de sua mulher, a senadora Maria do Carmo Alves (DEM), que vai disputar a reeleição, mas está claro para todos que sua adesão à campanha do senador Eduardo Amorim não leva muita coisa, em termos de votos. Quando João desistiu de disputar o governo de Sergipe, em maio último, os seus votos, aqueles de fiéis eleitores, se dispersaram entre Jackson Barreto e o próprio Amorim. Avalia-se que o prefeito adotou a definição de apoio muito tardiamente.

 
Hoje fazendo uma gestão sem obras – tudo que concluiu e inaugurou foi da gestão do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) -, ainda assim o discurso do prefeito João Alves tem peso político e talvez consiga ainda reunir o apoio dos “Joãosistas” que optaram por anular seus votos. Mas é preciso admitir que o prefeito, mesmo sem obras, tem um forte espaço político na capital e no interior, ainda que os seus seguidores já estejam embarcados em outros projetos. Ele vai para a campanha moralizado pelos “rolezinhos” que fez também com o opositor JB.

 
Contudo, não dá para negar também que quem entra na campanha com a moral toda, pelas denúncias que fez contra o senador Eduardo Amorim (PSC) e pelos apelos populares feitos em discursos de mídia apontando o governador Jackson Barreto como a melhor opção para Sergipe e para os sergipanos é o deputado federal Mendonça Prado (DEM), cujas falações foram bem respaldadas pela jovem jornalista Ana Alves Mendonça, sua mulher e filha do prefeito de Aracaju, João Alves e da senadora Maria do Carmo.

 
Mendonça e Aninha, como é mais conhecida popularmente, têm o que falar, sabem o que falar e o que falarem terá credibilidade pelo fato conhecerem bem os irmãos Edivan e Eduardo Amorim. Edivan, irmão do senador Eduardo, foi casado com Cristina, irmã de pai e mãe de Aninha. Isso dá fé ao que foi e será dito. Por esse motivo, interessa aos irmãos Amorim anular os discursos do jovem casal, que se mostra disposto a não voltar atrás em suas manifestações públicas que atingem os Amorim.

 

Se Aninha e Mendonça mantiverem suas posições críticas, darão ao governador Jackson Barreto uma grande ajuda. Enfraquecerão o discurso do prefeito João Alves, que não é candidato a cargo algum e, por causa disso, não deve ser alvo de grande preocupação. Mas desgastarão, e muito, a imagem do candidato do PSC, que busca nome de famílias fortes e reconhecidas para a elevação do moral de sua campanha, que vem sendo muito atingida na capital em o interior.
Mendonça e Aninha não devem ser santos ou anjos, mas a denúncia sempre desperta mais a curiosidade popular de que exaltações elogiosas.
Direto da redação

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Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.

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