SOBRADO DA RUA CORONEL ERUNDIDO PRADO

SOBRADO DA RUA ERUNDIDO PRADO Nº 50 - Sobrado do Barão de Laranjeiras  (Tenente Luís Francisco Freire)
                                                 Adailton Andrade -Historiador

 São Cristóvão, quarta cidade mais antiga do Brasil, acumula 430 anos de história. Está localizada   às margens do rio Paramopama. Limita-se com a referida capital, com o estuário do rio Vaza-barris e com os municípios de Nossa Senhora do Socorro e Itaporanga D’Ajuda, uma das cidades mais relevantes do Polo Costa dos Coqueirais, presente no roteiro cidades históricas,
 Muitos monumentos  ainda  necessitado de  pesquisas, busca de inventários , registros  cartoriais, livro  de tombos  e algo  que venha   a trazer  a luz  registros  que possam   trazer  essas informações  de seus ex moradores  ou o que   mesmo  funcional  no passado, a exemplo  do Grupo  Escolar  Vigário  Barroso, Ruinas  franciscana   na praça  da bandeira  os sobrados  de balcões  corridos, nomes   charmosos  e pitorescos  de ruas  que mudaram  sem sentido  para seu atual  homenageados.
São Cristovão guarda como testemunha ocular  de sua  história  sobrados   que mesmo silenciados , por sua  imponência   aparente  fala por si só, a exemplo  do sobrado  que por muito tempo chamávamos de  “sobrado  de dona Nieta”   que  por um curto tempo foi chamado de  “Casa do Ouvidor”(rsrsrs ) que hoje  se chama  “Casa  do IPHAN.
O que se sabe  como fonte  de referencia é que a documentação  remonta   para 1823, durante o Governo Provisório,  onde ele  foi comprado  para  servir  de Vedoria  das Tropas, isso mesmo, foi sede  da Vedoria Militar, isso é  informado  pelo Euzébio Vanério que  era chefe político  na época, informa  ainda  que  no mesmo prédio  era ocupada  pela Guarda  principal  da Província, seria  um uso  provisório  até que o vedor  da fazenda  concluísse  a  casa  oficial  da fazenda.
Depois  dos trabalhos do  Iphan quanto a intervenções arqueológicas comandada  por  uma equipe  entre eles  Ton Ferreira, Vanessa Oliveira e Marcos  Souza.  Por um curto  espaço e tempo sem base  de pesquisa  histórica  venderam  a ideia  da casa do ouvidor, com esse trabalhos  destes  pesquisadores  caiu por terra.
Com isso, se  levantou que o primeiro  proprietário da sobrado foi o Padre José  Valentim, mas  não se tem com clareza   tempo  que  é  propriedade  particular para governo e depois  particular de novo.
Mais  tarde passa a pertencer  ao  Tenente  Coronel    Francisco  Xavier  de Oliveira Sobral e sua  esposa  Dona  Anna Josefa  de  São Joaquim,  foi passado  em carta  de doação  para  o José  Valentim de Oliveira  Sobral isso em 1810 como dote  de sua ordenaçã o  que informa   a documentação  escriturária.
Interessante   que  o padre  deixou alguns  herdeiros que pos   sua  morte, passou  por outros  parentes  Coronel  Luís Francisco  Freire um  dos herdeiros  do padre.
O que se sabe  do  Tenente Luís Francisco Freire, conhecido  como o Barão de Laranjeiras, um homem muito rico   na sua época isso nos anos de  1856, pai de  Anna Profiria Freire  do Prado  Telles, representada  no inventário do  seu marido  José Guilherme  da Silva  Telles, Luís Francisco Freire teve  outro  herdeiros, como o médico que levava o mesmo  nome do pai. Outro  herdeiro também  militar  o Tenente Coronel Alexandre do Freire  do  Prado, dono de   vários  engenhos de açúcar, Roma, Belém  e Jerusalém, deixando  grandes fortunas eu   sucessores  posteriores .
Antes  de passar  para o IPHAN  sendo  casa  do ouvir ou não era  dona Maria Antonieta  Costa  Santos  que  recebeu  o sobrado  em 1966, após  a morte  de Ana Freire Portela que  havia comprado  dos herdeiros  do padre.
 Muita  coisa  ainda  a ser pesquisada  sobre este sobrado principalmente  sobre o Barão de laranjeiras  e sua ex-mulher Adriana Francisca  Freire....  O mesmo foi tombado em 1942  na gestão do  Interventor Federal  Eronildes  de Carvalho, como patrimônio histórico  estadual,  se sabe ainda  que o prédio foi  sede da Assembleia  provincial que  antes  funcionou  dentro  do   Convento  São Francisco, com mudança  da capital  não deu tempo  o uso  da Assembleia  do local, mas  foi sede  também da Câmara  dos vereadores, muitas  informações  soltas  se sustentação  em  fontes  confiáveis , desafiando  a novos  pesquisadores  e historiadores, como arqueólogos   a trazer  a luz  desta  história.
 O que podemos concluir  que este sobrado  é testemunha  ocular  da História  sancristovense , sendo um lugar de memória  sendo casa do ouvidor , do  Barão, de uma mulher  separada , ou hoje do IPHAN. Um belo convite para os   pesquisadores sobre  famílias, herdeiros   ali  residiram . Continua...
Fonte : Relatório final das intervenções  arqueológicas realizadas  no sobrado do IPHAN, São Cristovão -  Sergipe , 2006.






Direto da redação

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Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.

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