O colonial e o contemporâneo
Kaique Alex Santos de Andrade (Kaio Alex)
Acadêmico de Turismo da Universidade Federal de Sergipe
A construção da sociedade sacristovense já não é mais novidade pra ninguém, uma rápida pesquisa no Google e encontramos como se deu o seu inicio, seus conflitos e as formações dos territórios.
A construção dos seus casarios que referenciam a colonização portuguesa e o período da união da coroa portuguesa e espanhola, essa arquitetura se delimita a um espaço geográfico específico, A divisão do poderio econômico e social da colonização é bem clara, onde divide o espaço territorial em cidade Alta e cidade Baixa, este é um registro muito comum nas cidades históricas, mas, e os outros espaços que surgiram depois do período colonial?
Aqui destaco espaços de “invasões” em terras acidentadas e de formação atual, contemporânea. Espaços de construção similar as comunidades “Favelas” do Rio e Outros estados, aqui não trago essa similaridade de forma ofensiva, pelo contrário, chamo a atenção para que o próprio Sancristovense observe com atenção e faça uma reflexão do sentimento que essas comunidades causam no nosso pensamento, a porta de entrada do município pela João bebe água é um exemplo, Bairro Romualdo Prado, especificamente a comunidade da Santa Cruz ou “Arripiada” conhecido e batizado assim pelos moradores, já vem recebendo investimento público, que vai melhorar o modo de vida dos moradores, mas podemos ir além.
Pouco ou nada esse espaço geográfico do bairro se assemelha com o centro histórico e seus casarios, mas ainda assim é a nossa porta de entrada e é tão importante quanto, é o urbano, contemporâneo (Moderno), que faz parte da dinâmica social dessa e outras áreas, é possível achar riquezas ali também, outros lugares parecidos mudaram a realidade com ações simples, e não digo que devemos simplesmente copiar, mas utilizar como exemplo.
Comunidades do próprio Rio de Janeiro, que passaram a receber visitas apenas por passar de um status de cidades cinza para o vivo de cores. Medelín, tida como uma das cidades mais perigosas da Colômbia também aderiu a esse formato, até antes da pandemia era um destino muito visitado por turistas que buscavam levar essas cores para dentro das suas redes sociais, cidades coloridas também são obras de arte, e a melhor parte, é uma arte democrática, é hora de preparar esses e outros espaços em uma força tarefa que una município, comunidade e a iniciativa privada.

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