Vamos começar aqui uma série de relatos, que vai servir para não esquecermos do período triste e obscuro que passamos, a onde a tristeza, a depressão, e o abandono imperou em nossa cidade.
Esquecer, é negar todo o sofrimento que passamos durante anos, agora o que queremos não é se torturar com as lembranças tristes, mas alertar para que o passado, a onde filhos da terra, incompetentes e forasteiros, que se apossaram da nossa cidade, apenas pensando em si, e em seus.
Vamos começar pelo grande problema dos últimos anos, que desencadeou a grande crise, justamente no auge da decadência da "Idade das Trevas", a falta d'água, a situação mais humilhante na historia da cidade.
A onde todas as classes sofreram, e da pior forma, sendo a cidade das águas, tendo que mendigar agua nas ruas e fontes, e esperar pela misericórdia do carro pipa.
A historia começa com a falta de investimentos de décadas, com a falta de comprometimento com o futuro, que resultou com o sucateamento do SAAE, o que virou uma bomba relógio.
O resultado foi que em algum período da "Idade das Trevas", começou a cogitar a venda do SAAE, e que depois chegou a tomar forma a vendas.
Lembramos que a população não aceitou de forma alguma se tocar nesse assunto, mas com a falência evidente do SAAE, todos começaram a pensar que a melhor solução era passar a concessão para uma empresa privada, tudo isso pelo tamanho do sofrimento que passamos.
Ou alguém esqueceu, que no centro histórico o valor de um barril chegava a custar 100 reais, para quem podia pagar, quem não tinha condições vivia mendigando nas fontes espalhadas pela cidade, enquanto isso, as empresas engarrafadoras de água ficavam cada vez mais ricas, com a água que é do povo, mas essa é outra historia.
Os fatos dão conta que pessoas conhecidas, mudaram da cidade por conta desse problema, o que não era difícil de entender, a cidade não oferecia o mínimo, que era agua, e ninguém sobrevive sem esse bem maior, as dificuldades foram se acumulando, os problemas cada vez maiores, mas ainda não era o fundo do poço.
O fundo do poço, ou ápice da decadência foi escancarado quando passamos a receber água nas portas, através de carros pipas, além de ter que disputar nas filas de fontes e chafariz, agora tínhamos que enfileirar as panelas e baldes nas calçadas para esperar o carro pipa, e ainda como se fosse um grande favor do poder publico, disponibilizar água da forma mais humilhante para uma população, que vive em cima de um dos maiores aquífero do estado, a onde é conhecida por ser a terra das água.
O Período das Trevas, que durou algumas décadas, foi pior que a decadência da cidade quando perdeu o titulo de capital do estado, pior que a época que perdeu suas fabricas têxteis, e a falta d'água foi a humilhação ou tortura de um povo que passou a acreditar que nada tinha jeito, nem á água que temos de fartura embaixo do nossos pés não conseguiamos fazer chegar nas nossas torneiras, mas viamos que não tinha alguém com vontade ou competência, para resolver esse problema, ao invés disso, vivíamos como as cidades mais castigadas pela seca do verão, no sertão.
Hoje temos água, e de qualidade, apesar da nossa tubulação ser deficiente, por conta de décadas de falta de investimentos, a continuidade dos serviços é o nosso maior ganho, com competência, estamos chegando a excelência do serviço, o que achávamos impossível a seis, sete anos atrás.
"LIBERTEI MIL ESCRAVOS, PODERIA TER LIBERTADO OUTROS MIL, SE SOUBESSESM QUE ERA ESCRAVOS".
HARRIET TUBEMAN
Que nunca tenhamos o desejo de retroceder, mas sempre avançar, e nuca esquecer o que passamos, a "Idade das Trevas", foi um período terrível, a onde além de invadidos, fomos humilhados, é por isso que não vamos deixar que as novas gerações esqueçam, o mal que nos fizeram, e os malfeitores.
Hoje vivemos de fato na CIDADE MÃE DE SERGIPE, isso também é uma conquista.
| Arte circulava na internet na época |
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