A IDADE DAS TREVAS, PARTE II, O INICIO DE TUDO

 A IDADE DAS TREVAS, em São Cristóvão teve o período inicial, logo depois do fechamento das fabricas, que muita gente perdeu os empregos, e foram acolhidas pela gestão da época, até porque, alguns estavam prestes a se aposentar, e o prefeito se sensibilizou, e acolheu prioritariamente essas pessoas prestes a se aposentar, mas o grande problema foi que o gestor da época, estava bem próximo da conclusão do mandato, o que foi um grande problema, porque entrando outro gestor, que foi eleito e o pior, filho da cidade, mais jovem, o que parecia que o dinamismo continuaria, mas esquecemos que ele não tinha mais o sentimento de pertencimento a cidade, por estar morando a muito tempo em outro lugar, e isso pesou muito, e foi quando percebemos que esse cidadão, não tinha mais o sentimento de sancristovidade, apenas tinha nascido, mas não constava em seus planos, a melhoria na qualidade de vida do nosso povo, e o ostracismo foi e é o seu maior castigo, e segundo alguns analistas dizem ser a sua gestão, o inicio da "IDADE DAS TREVAS".

O que acontecia muito, era festas nessa época, não se sabe se era porque o gestor gostava, ou era a velha tática romana do pão e circo, porque mesmo com tantas festas, o salario oferecido ao servidor era a metade do salario oficial, uma humilhação geral, já que a cidade tinha a prefeitura como única fonte de renda, isso, quando não era obrigação pagar, o salario mínimo no Brasil, ou as leis de responsabilidades não existiam.

Por outro lado o calendário de festas era fechado, não só bandas e toda estrutura, também a bebidas era distribuída em grande numero de graça, ai a dextração foi completa, e ouvíamos a frase "não paga o salario, mas faz festas", uma tortura moral.

Com isso as mazelas ficavam no segundo plano, e passamos a viver acreditando que era assim mesmo, não adiantava pensar diferente. 

Mas nessa época apareceu o partido dos trabalhadores, na sua mais pura essência, questionando, cobrando, e mostrando que tudo estava errado, desconstruindo a imagem dos coronéis da politica sergipana de bons homens, o que nunca foi, abrindo os olhos de muitos na cidade, o que incomodou os velhos acordos de venda da dignidade do nosso povo.

 A forma de fazer campanhas eleitorais nessa época incomodou muitos, porque mostrava que o circo só servia para distrair, enquanto as velhas e gordas raposas, se labuzavam como mel do poder, beneficiando a si próprio, criando uma elite forjada com a dor, e o sofrimento da maioria da população, destruindo o sentimento de amor que ainda restava em alguns, pela cidade mãe de Sergipe, isso é o que interessava para eles, o PT da época  mostrou que era possível ser diferente a tudo que estava ali, fazendo campanhas da garrafa, e velório de arvores, o que começou a assombrar o velho modo de fazer politica, que começou a fazer com que as raposas, batessem cabeça, criando o caos politico com os ataques direto, o que nunca antes tinha sido visto por aqui, a forma de comunicar-se com um canhão de alto-falante, conhecido como voz do trabalhador, desestabilizava muitas velhas raposas, foi o alento dessa época, e juventude vibrava com a luz no fim do túnel.

Mas as trevas começava a tomar conta, com o que parecia ser bom, bonito, e barato, o que saiu e sai caro até hoje, mas na verdade era o inicio das dores, com essa situação de salario pela metade, a cidade empobrecia cada vez mais, a sua maior força era o funcionalismo publico, que nessa época era na sua totalidade, composta por moradores da cidade, o que era o ponto de equilíbrio do nosso comercio, que naufragou junto com a decadência administrativa.

A cidade sempre menosprezada pelo resto do estado, sempre desempenhando papeis secundários, ou quando aparecia na mídia, era de forma negativa, como ainda insistem alguns da imprensa hoje, e é isso que os profissionais do poder querem, uma população com baixa estima, empobrecida e dependente totalmente da misericórdia do poder, é o que por gerações foi transmitido a crianças e jovens, que São Cristóvão era um lugar a onde nada dava certo, e o único jeito de prosperar na vida é morar do outro lugar.

Com isso aparece os salvadores da cidade, que na verdade, a solução nunca existiu, e o baixo moral que existe até hoje, é herança dessa época sóbria da nossa historia.

O pior desse legado do inicio da "IDADE DAS TREVAS", foi a abertura para aventureiros, que surgiram de toda a parte, até separatistas, que planejavam a independência da região do bairro Rosa Elze, o que foi logo rechaçado pela população, mas esse espirito de aventureiros não parou, mas ai veremos mais a frente.

O inicio desse período, é totalmente enganoso, a onde a cidade vivia de muitas festas e pouco trabalho, a onde não se planejava o futuro econômico e politico, uma época de amadorismo ao extremo, e esse amadorismo, um pouco mais na frente, vamos vê a entrada de profissionais do poder, que aproveitaram a distração do povo, mesmo com os alertas dados pelo PT, e a falta de preparo das lideranças locais, o que foi o caos para a cidade, mas depois falaremos disso.

Com funcionários públicos massacrados, comercio comercio em declínio, e população distraída, esse foi o cenário ideal para o inicio do pior período da nossa historia, desde sua fundação.

Esse período inicial, foi apenas o inicial da "IDADE DAS TREVAS", o que demostra que não podemos vacilar, o mal esta sempre ao derredor, e ao mínimo vacilo, ele volta, e tudo o que pensávamos ter superado, retorna com uma força ainda maior.


Fabrica Velha, bem próximo ao seu fechamento




Direto da redação

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Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.

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