Em primeiro de janeiro 1590 o comandante português Cristovão de Barros finalmente consegue a retomada das terras serigy depois de longas batalhas contra invasores franceses e holandeses, que depois aconteceriam outras guerras e invasões, mas agora São Cristovão estava fundada como cidade, pulando todo o processo de vila e freguesia.
A cidade chega aos 433 anos em um de seus melhores momentos, com um volume de obras jamais visto por aqui, com uma perspectiva de crescer ainda maior nos anos vindouros, isso é inegável.
A cidade chega aos 433 anos com quase cem mil habitantes, com uma cultura forte, com uma autoestima nas alturas, a cidade vive um momento histórico, depois de passar mais de quarenta anos de terra arrasada a onde o pessimismo tomou conta da cidade, salvo alguns poucos momentos de desenvolvimento em governos mais voltados ao povo.
Depois que a cidade deixou de ser capital as famílias "tradicionalmente" sancristovenses praticamente abandonaram a cidade, ficando apenas com as classes menos favorecidas, e funcionários de menor escalão, uma debandada total.
Os últimos quarenta anos de terra arrasada que vivemos, a debandada foi bem parecida, a onde depois de vivermos anos gloriosos com suas fabricas têxteis, e a decadência de anos com o fechamento também foi um duro golpe na resistente cidade.
Os últimos quarenta anos de terra arrasada, foram um dos piores períodos da nossa cidade, dominada por forasteiros e nativos inescrupulosos, humilhada, desprestigiada, assistimos a degradação lenta e quase irreversível da nossa autoestima, o que motivou um abandono geral por vários motivos, uns por conta do transporte publico (que é ruim até hoje), outros por conta da distribuição da água, que além de ter uma distribuição precária, a qualidade era muito ruim, mesmo em uma cidade que distribui água mineral para todo o estado, outros por trabalho, que aqui quase não existe.
Os últimos quarenta anos sombrios na sua grande maioria, foram de desprezo pela cultura, pela arte, pelo turismo, basta vê o abandono da bica dos pintos, do Cristo redentor que é o mais antigo do Brasil, e nem assim foi respeitado, passou esses quarenta anos a maior parte as escuras, e a bica o lixo e o aspecto de destruição foram a sua marca nos anos de terra arrasada, o acesso ao povoado pedreiras um entrave para o seu desenvolvimento, assim como outras comunidades que hoje estão calçadas e com acesso construídos.
As festividades na cidade as que sobreviveram ao caos dos últimos quarenta anos, a festa de passos mesmo foi durante anos o seu acontecimento ameaçada pela falta de apoio, ou apoio tímido que quase parecia um favor, a essa que é a maior romaria do estado, os festejos juninos, praticamente acabaram, o carnaval que havia sido esquecido, voltou com força total em um breve espaço de tempo, mas mostrou que ainda havia esperança para eventos futuros, o que aconteceu foi um verdadeiro desmonte da nossa cultura, que mesmo assim resistiu.
Nesses 433 anos surgiram pessoas que não deixaram esquecer que a cidade tem a vocação para a arte, para a historia, para ser o centro das atenções do estado, dentre eles esta Manoel Ferreira e tantos outros, mas esse em especial foi quem começou o processo para o titulo de 4° cidade mais antiga do Brasil, que voltou o olhar do Brasil para nossa cidade, outro feito do Manoel Ferreira foi participar da construção do FASC, que é um dos o maiores eventos culturais do Brasil, que nos últimos quarenta anos sombrios que vivemos, apenas em um curto período desse tempo sobreviveu, e logo depois sendo esquecido.
Hoje a cidade vive um ressurgimento que não é fácil, com dura resistência, porque por incrível que pareça terra arrasada favorece a muita gente, e essa gente não fica feliz vendo a cidade prosperar, isso é inadmissível em uma sociedade moderna.
Hoje a cidade esta em uma retomada de desenvolvimento jamais visto na nossa historia, temos a oportunidade de crescermos ainda mais, sendo prudentes, e ficarmos em alerta contra o retorno dos anos sombrios, é importante a historia para não cometermos os mesmos erros no presente, com esse objetivo na cidade foi criada a confraria sancristovense de historia e memoria pelo historiador Adailton Andrade, que vem resgatando fatos históricos que já tinham sido esquecidos pela maioria, e hoje esta ai fazendo parte da nossa historia, agora tudo documentado.
A cidade precisa avançar cada vez mais, o tempo perdido já foi grande, não podemos nos da ao luxo de voltar as mãos do retrocesso, e pessoas sem a mínima condição, isso é uma nova forma de invasão que temos que repelir.
Hoje a cidade esta completando 433 anos, a esperança é ainda maior, com uma população de quase 100 mil habitantes, o quinto maior colégio eleitoral do estado, com um distrito industrial a ser inaugurado em breve, com pista de acesso totalmente recuperadas, e pistas a ser construídas que ligara a cidade ao desenvolvimento.
Parabéns São Cristovão.
Fabio A. Sá


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