São Cristóvão chega a 2024 em seu melhor momento administrativo, social, e econômico dos últimos 200 anos contoda a certeza.
Hoje completando 434 anos fomos em busca de dados históricos, e o que encontramos é absolutamente distante em todos os índices deste momento.
Na sua formação a cidade foi criada para ser um entreposto administrativo da coroa portuguesa entre Pernambuco e Bahia, a Sergipe Del Rey.
Com a chegada de Cristóvão de Barros e a criação da cidade em 1 de janeiro de 1590, se inicia a mistura de raças forçada pela ocupação dos europeus, hora se aliando, e hora lutando contra os primeiros habitantes deste lugar os indígenas.
Pouco tempo os franceses que já explorava a costa brasileira e o pau Brasil, invadiu a primeira versão de São Cristóvão, saqueando, queimando, mas com a parceria com o chefes indígenas, os franceses foram expulsos, mas a localização da cidade precisava ser mudada para mais distante do litoral, existem historiadores que dizem que a primeira localização ficava próxima ao bairro industrial em Aracaju.
A segunda versão da cidade pode ter sido próximo a Jabotiana, segundo o historiador Adailton Andrade, essa segunda versão foi invadida pela companhia das Índias ocidentais, a onde tinha como chefe no Brasil Maurício de Nassau em Pernambuco, eles chegaram a dominar São Cristóvão por um período aproximado de 10 anos, quando a cidade é recuperada pelos portugueses, já no Reinado de Felipe II, Rei da Espanha e Portugal, que contruiu a cidade a onde está localizada hoje no morro do Una, dentre as construções de Felipe II na cidade, está a praça São Francisco, hoje Patrimônio da Humanidade, reconhecida pela UNESCO.
A cidade foi uma cidade administrativa, que controlava o trânsito de riquezas do Império nesta região.
Sergipe passa um tempo sob o domínio da Bahia, consegue sua emancipação política a duras custas, perdendo a região de Rio Real.
Mas toda a prosperidade, desenvolvimento estava ameaçada por políticos gananciosos, de reputação duvidosa, com interesse em destruir a cidade, mas de tanto planejar o mal, conseguiram mudar a capital, trazendo um político manipulado que não conhecia a realidade do estado, Inácio Barbosa, uma peça no tabuleiro do astuto Barão de Maruim, maior proprietário de terras da região do povoado do Santo Antônio du Aracaju.
Mas não foi fácil assim não, o plano maligno encontrou resistência, do Frei José de Santa Cecília, com seus discursos inflamados contra essa atrocidade.
E muitos se levantaram, e não se calaram diante da violência contra a história de lutas da cidade, muitas pessoas não aceitavam calados aquela verdadeira trapaça contra o povo de São Cristóvão, muito parecido com o que aconteceu recentemente na política local.
O nome que ficou marcado nesta luta foi o de João Nepomuceno Borges, ou João Bebe Água, que teve a sua vida destroçada na época, por se opor a elite mesquinha, pequena e gananciosa daquela daquele triste período da cidade.
Foi taxado por anos, e anos como bêbado, arruaceiro, fanfarrão, o que a história moderna desmente categoricamente, o historiador Adailton Andrade tem promovido exposições sobre João Bebe, que mostra a sua vida totalmente oposta ao que foi divulgado na por muitos anos, segundo Adailton Andrade, João Nepomuceno Borges foi juiz de paz, vereador, membro da Irmandade da igreja do Amparo dos homens pardos, o que é incompatível com a imagem de cachaceiro que por anos divulgaram.
Mesmo com todas as lutas a capital foi transferida e teve a chegada da sua decadência, logo depois da mudança, o imperador D. Pedro II esteve na cidade e reprovou a mudança, achou um absurdo o desperdíciode construções e a alegaçãodo porto caiu por terra, é o que foi relatado no seu diário de bordo na sua viagem pelo nordeste.
A cidade veio ter um alento de desenvolvimento com a instalação das fábricas têxteis no final do século XIX e início do século XX, o que trouxe muita gente de várias regiões, até estrangeiros para morar em São Cristóvão, com o fechamento das fábricas no iníciodos anos 80, a cidade entra em um declínio quase irreversível, mesmo com uma administração diferente para tudo que havia passado, no caso a gestão Lauro Rocha, a cidade se postrou diante do seu ostracismo, sem força, sem representação política forte, mesmo tendo um senador que foi prefeito na cidade, mas não nutria qualquer sentimento de pertencimento ou empatia pela cidade, apenas alguns lampejos de saudosismo, nada mais que isso, e a ajuda a algumas famílias, empurrando os seus filhos no serviço público, essa foi a maneira que ele deve ter achado que ajudou a cidade.
Mas o pior ainda estava por vim, os piores momentos, com administradores que governaram a cidade como quem governa um botequim de quinta categoria, sem o menor interesse em governar,em fazer melhor, e quando aparecia alguém com essa vontade, tratavam logo em destruir, como fizeram.
Mas com a eleição do prefeito Marcos Santana em 2016, algo diferente parecia ter chegado, com a solução de alguns problemas crônicos, a cidade que foi construída por mãos de europeus, Árabes e judeus, na época chamados de cristãos novos, parecia voltar a ideia de cidade central, ou cidade Mãe, assim como planejou os executivos de Felipe II.
Transformações inimagináveis aconteceram, a qualidade na forma de gerenciar a cidade, agora governada de forma profissional, austera, com cara de gestão, sem o populismo chinfrim que nos levou ao fundo do poço, e aos piores índices do estado.
Eles nos transformaram em chacota, motivo de vergonha morar na cidade, bem diferente de hoje, 1° de janeiro de 2024, um lugar respeitado, divulgado, aclamado como a cidade Mãe de Sergipe, terra da Bica, do Cristo, do FASC, do Eduardo Gomes, do Rosa Elze, terra de João Bebe Água, Frei Santa Cecília.
Mas precisamos ter cuidado, os barões de Maruim estão por aí, querem destruir tudo o que foi conquistado, não podemos retroceder, voltar a ser a pior cidade de Sergipe outra vez, e a turma que jogou a cidade no lixo, quer voltar, eles mesmo, o atraso.
São Cristóvão, merece continuar crescendo, tendo certeza que o desenvolvimento chegou para ficar, e que assim seja.
Feliz aniversário São Cristóvão a Cidade Mãe de todos os sergipanos.


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