Já é carnaval cidade, isso mesmo, a cidade já esta em clima de carnaval, ao contrario do que muita gente pensa, o carnaval é tradicional na cidade mãe, não era o carnaval como conhecemos hoje, mas era o carnaval sim.
O carnaval era comemorado nas ruas da cidade desde a sua fundação, com festas em engenhos, casas, cabarés.
Mas a épocas mais próximas, o carnaval fortaleceu realmente com a chegada das fabricas têxteis, que tinha suas áreas de lazer, modelo implantado em Sergipe, pelo engenheiro Thales Ferraz, que trouxe de Manchester, e modernizou na época a relação das empresas com os operários.
As fabricas não trouxeram apenas o desenvolvimento econômico, mas com o grande numero de pessoas que vieram morar na cidade, você agrega ai os valores culturais que vieram com esse grande numero de pessoas de lugares e costumes diferentes, não só brasileiros, mas estrangeiros.
E essas pessoas na sua grande maioria, tinham o costume de se divertirem, e certamente no carnaval também, sabemos que as fabricar tinham suas áreas destinadas ao lazer, a fabrica São Gonçalo tinha um clube chamado Urca, uma referencia ao morro da Urca do Rio de Janeiro, o bar segundo relatos era panorâmico, de onde se via toda a cidade, e lá aconteciam os bailes de carnaval, também tinha cinema, nas duas fabricas.
Na década de 50, temos informações de blocos de rua, ai também se começa o baile das noites de carnaval do Bar Vitoria, a onde hoje funciona uma churrascaria na rua Ivo do Prado, que segundo informações durou até meados dos anos setenta.
Logo depois aparece os bailes do Dancing, Candangos, e o Clube Recreativo Industrial, a onde hoje se localiza o Colégio ELIC.
O carnaval de Rua tinha o bloco de Dona Biu do Apicum, o bloco de Dona Ziu e o Bloco de Flor e Beleza, esses fizeram a diferença do carnaval em São Cristovão.
Flor virou um grande carnavalesco, todos os carnavais ele estava resistindo, mesmo sem ter programação de carnaval na cidade, porque houve tempos bem recente, que simplesmente cancelaram o carnaval, por pura falta de empatia com a cultura da cidade, mas Florisvaldo estava lá, vestido com seu modelo que mudava de ano, a ano.
teve uma época que a única opção da cidade era o carnaval do Country Club, que ficava na entrada da cidade, foi uma época muito boa.
Mas com a retomada do Carnaval dos Carnavais, a explosão dos blocos foi grande, blocos que chegaram a ter mais de 5 mil membros, todos com camisetas, o problema foi que tinha gente que pensou apenas em ter lucros, e com todo apoio da prefeitura, a dependência do poder publico foi muito ruim para a manutenção do carnaval, bem diferente de hoje, o prefeito Marcos Santana tem dado o apoio logístico e divulgado a festa, mas os blocos hoje tem vida independente, a exemplo do Bloco "A Porta", "Morde Fronha", que resistiu a tempos difíceis, a hostilidades de algumas gestões que passaram e cancelaram tudo que foi festa na cidade, por pura maldade, mas o bloco foi resiliente e vai desfilar.
Hoje vivemos tempos de prosperidade, até nas festas, e responsabilidade, uma festa feita pelo povo, tem que ter apenas o apoio necessário do poder publico, não a dependência incondicional.
Cuidado, os que acabaram com o carnaval e todas as festas na cidade, querem voltar, para acabar tudo outra vez.


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