A morte dos espaços de exposição da cultura sergipana




Como é triste constatar a morte da cultura, à muito tempo tempo manifestações culturais como a festa de Reis em japaratuba, que se transformou em festival Arthur Bispo do Rosário, o encontro cultural de Laranjeiras, vem flertando com a cultura descartável.

Laranjeiras tem o maior número de grupos folclóricos do estado, só por isso já deveria ser um grande expositor da nossa cultura popular,  mas a necessidade de atrair um número cada vez maior de público tem desvirtuado a proposta cultural da sua fundação.

Existe alguns lampejos de consciência cultural, mas quando assistimos a propaganda na mídia, o que vemos é a proposta de atrair o público com nomes de cantores com sucessos descartáveis. 

Nada diferente daquelas festas de padroeira de cidades do interior. 

As manifestações culturais, que Laranjeiras é riquíssima, tem ficado no segundo plano. 

Na verdade o único evento que retornou a sua proposta inicial é o fasc, que também andou pelos caminhos da apelação populista, mas com o intervalo de 12 anos, o seu retorno foi uma vitória para todos os artistas alternativo, o cenário cultural sergipano só ganhou.

Assistir o formato atual do encontro cultural de Laranjeiras, é  triste, até porque participamos desde seu início, e sempre foi uma fonte da genuína cultura sergipana. 



Direto da redação

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Jornalista e colaborador do portal, cobre as principais notícias do dia.

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